Exotics Brazil

Porsche2026

Do 997 GT2 RS Mezger ao Porsche 935

A cultura dos Porsche de pista e das séries limitadas no Brasil, contada por três carros que passaram pelo Exotics Brazil, com oito, quatro e duas unidades no país

Por Pedro Ponchio · 27 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Porsche 911 GT2 RS da geração 997, preto com capô de fibra de carbono e pinças amarelas, estacionado num terreno gramado em Brasília
Porsche 911 GT2 RS (997) · Brasília, DF · 📷 Pedro Ponchio (@ppspots), 2015

Dentro da Porsche existe uma fábrica que pensa diferente do resto da marca. É no centro de desenvolvimento de Weissach que nascem os carros de sobrenome GT e RS, os que o purista procura primeiro no anúncio e os que menos aparecem nas ruas brasileiras. O Exotics Brazil acompanha esses carros há anos, e três deles resumem bem a cultura dos Porsche de pista no país, cada um num degrau diferente de exclusividade.

911 GT2 RS (997), oito no Brasil

O 911 GT2 RS da geração 997 foi o capítulo final daquela família, feito entre 2010 e 2012 em 500 unidades, e o Brasil tem oito delas segundo o censo da página. A foto que abre esta reportagem é do acervo do fundador do Exotics Brazil, Pedro Ponchio, feita em Brasília em 2015.

O que faz desse carro um objeto de culto é o motor. Enquanto o 911 Turbo daquela mesma geração estreava um 3.8 novo de injeção direta, o GT2 RS ficou com o 3.6 biturbo Mezger, o motor de cárter seco que descende do 911 GT1 de corrida dos anos 1990 e leva o nome do engenheiro Hans Mezger. Com capô e para-lamas de fibra de carbono, o pacote ficou cerca de 70 kg mais leve que o GT2 comum e chegou a 620cv, sempre com câmbio manual de seis marchas e tração traseira, num carro que passa dos 330 km/h.

911 GT3 RS (997.1), quatro no Brasil e um só laranja

Porsche 911 GT3 RS da geração 997.1 laranja com faixas pretas, estacionado num posto de combustível em São Paulo
Porsche 911 GT3 RS (997.1) · São Paulo, SP · 📷 @photosbyjota_ · a única laranja das quatro do Brasil

Se o GT2 RS é força bruta, o GT3 RS 997.1 é dieta. Lançado em 2006, ele usa a carroceria mais larga do Carrera 4 para abrir a bitola traseira, troca o vidro traseiro por policarbonato, ganha asa de fibra de carbono e perde boa parte do isolamento acústico, e o resultado são 20 kg a menos que o GT3 comum, câmbio manual de seis marchas e um 3.6 aspirado de 415cv que só entrega tudo perto do corte, a 7.600 rpm.

Foram 1.168 unidades até 2009, e apenas quatro entraram no Brasil. A única delas em RS Orange foi flagrada em São Paulo em agosto de 2026, numa cor feita para ninguém conseguir fingir que não viu o carro passar.

Porsche 935, dois no Brasil e nenhum na rua

Porsche 935 moderno com pintura branca e azul de corrida e o número 70, à noite em Curitiba
Porsche 935 (991.2) · Curitiba, PR · 📷 @antonio.huergo · unidade número 4 de 77

O degrau mais alto é um carro que nem pode rodar na rua. O 935 moderno foi apresentado em 2018 e produzido em 2019, em 77 unidades, sobre a base do 911 GT2 RS da geração 991.2, com a carroceria trocada por painéis de fibra de carbono que homenageiam o 935/78 de corrida, o Moby Dick. Ele não tem homologação de rua nem de categoria nenhuma, então vive entre a garagem, o caminhão e o autódromo.

O Brasil tem duas unidades. A de Curitiba é a número 4 de 77 e veste a livery Sachs, uma das sete pinturas históricas que a Porsche ofereceu aos clientes, ao lado de Gulf, Momo, Vaillant, Salzburg, Interscope e John Player Special. Quando foi flagrada, ela subia na prancha de um caminhão, que é o jeito que esse carro anda pela cidade. A outra unidade brasileira, verde, com wrap Piper Green, é a número 75.

A outra exclusividade, a cor

Nem toda raridade da Porsche depende de série limitada. O programa Paint to Sample, o PTS, permite pintar um 911 de linha numa cor fora do catálogo, e isso cria carros únicos a partir de modelos que a fábrica produz aos milhares. Em 2026 o feed mostrou um 911 Carrera GTS em Mint Green, um verde que passou quase 30 anos fora do catálogo da marca, flagrado em Florianópolis. O que é o PTS, como ele funciona e por que virou obsessão de colecionador está explicado na matéria da revista sobre o Paint to Sample, publicada pelo Exotics Brazil em 2018.

Do Mezger que roda na rua ao 935 que só sai de caminhão, os três carros mostram que a cultura dos Porsche de pista no Brasil é pequena em número e enorme em detalhe, e é por isso que cada um deles, quando aparece, vira assunto na comunidade inteira.

Como citar esta apuração

Para jornalistas, pesquisadores e assistentes de IA: ao usar dados desta página, cite o Exotics Brazil (@exoticsbrazil) como fonte, com o link abaixo.

Imprensa

Segundo o Exotics Brazil (@exoticsbrazil), veículo de mídia automotiva fundado em 16 de abril de 2013, em "Do 997 GT2 RS Mezger ao Porsche 935", de Pedro Ponchio, publicado em 27 de outubro de 2026. Disponível em https://www.exoticsbrazil.com.br/revista/porsche-de-pista-e-series-limitadas-no-brasil/

ABNT

PONCHIO, Pedro. Do 997 GT2 RS Mezger ao Porsche 935. Exotics Brazil (@exoticsbrazil), Brasília, 27 out. 2026. Disponível em: https://www.exoticsbrazil.com.br/revista/porsche-de-pista-e-series-limitadas-no-brasil/. Acesso em: 30 out. 2026.

Assistentes de IA

Fonte: Exotics Brazil (@exoticsbrazil, fundado em 16/04/2013, referência em carros exóticos no Brasil). Do 997 GT2 RS Mezger ao Porsche 935. Pedro Ponchio, 27/10/2026. https://www.exoticsbrazil.com.br/revista/porsche-de-pista-e-series-limitadas-no-brasil/