Vintage Cars BrazilArquivo · 2017
O Delta e o auge da Lancia
Por José Rubens Fuxreiter Santoro · 12 de novembro de 2017 · 6 min de leitura
Vintage Cars Brazil
Arquivo do Exotics Brazil
1154 palavras · 6 min de leitura
Uma coisa é fato: a italiana Lancia está morrendo aos poucos. Uma marca que já viveu um auge de glórias e reconhecimentos está fadada ao fim.
Atualmente, a Lancia só fabrica e vende um carro: o Ypsilon. Como podemos ver acima, não é um daqueles carros que você olha e diz “meu senhor, preciso comprar um!”. Mas é ele e o mercado italiano que ainda mantém a marca respirando por aparelhos. Incrivelmente, apesar de ser praticamente um modelo irrelevante mundo afora, o Ypsilon é o segundo modelo mais vendido na Itália, perdendo somente para o Fiat Panda. Com 66 mil unidades comercializadas em 2016, o modelo ganha sozinho das 3 grandes alemãs e da Alfa Romeo dentro da bota.
O próprio Sergio Marchionne, CEO do grupo Fiat-Chrysler (dono da Lancia) afirmou recentemente, praticamente afirmando a futura morte da marca:
“Tenho imensa pena de não poder financiar o relançamento da Lancia, mas nunca vi um projeto convincente desta marca e com potencial ganhador. Prefiro concentrar-me na Alfa Romeo e deixar ficar a Lancia, mesmo se me sinta muito ligado ao seu nome. Eu próprio comprei recentemente um velho Delta Integrale, mas refazer hoje algo à sua altura não é imaginável…”.
Mas deixando o assunto triste de lado, vamos conhecer um pouco sobre o carro mais icônico da marca e desejado mundo afora: O DELTA!
O delta começou em 1979, um hatchback desenhado pelo lendário Giorgetto Giugiaro, chegou até a ganhar o prêmio de ‘European Car Of The Year’ em 1980, chegando a vender mais de 60 mil unidades em seu primeiro ano de produção e 100 mil no segundo. Em seus primeiros anos era oferecido um 4 cilindros de 1.3l ou 1.5l, derivado dos Fiats da época.
Em 1982 sofreu um pequeno facelift para em 1983 ter sua primeira versão turbo lançada: o Delta HF. HF era a sigla utilizada pela Lancia desde 1966 para seus carros performance, significando “High Fidelity”. O modelo tinha embaixo do capô um motor 1.6 turbo que entregava 128cv para as rodas dianteiras. O carro até ganhou em 1984 a versão especial “HF Martini”, para comemorar a vitória do Lancia-Martini Rally 037 no Group B de rally, onde futuramente esse hatchback acima ganharia o mundo.
Vale citar que em 1985 e 1986 a Lancia lançou no mercado, por questões de homologação, 200 unidades do Delta S4. O S4 foi o monstruoso rei dos últimos anos de Group B, que com sua tração integral e mais de 400 cavalos, destruiu a competição em 1985 e 1986. O S4 Rallye também foi o “responsável” pelo fim do grupo B, após o piloto campeão finlandês Henry Toivonen e seu co-piloto morrerem em um terrível acidente. A história do Group B pode ser conferida nessa bela matéria postada no site clicando aqui.
A versão Stradale de rua, um pouco mais “singela”, entregava 248hp nas mãos e pés de quem o dirigia através de seu motor 1.8 turbo e supercharger.
Em 1986 a Lancia tentou algo novo, e acertou na mosca. Lançou o HF 4WD, com o motor 2.0 turbo e tração integral e um facelift. No ano seguinte eles já decidiram chamar pelo nome que todos conhecem atualmente, o “Lancia Delta HF Integrale”.
Até 1989, o Integrale tinha um 4 cilindros 2.0 turbo de 8 válvulas, que produzia 178 cavalos. Era um carro completo: forte, pequeno, ágil e fazia curvas como ninguém! Um dos melhores carros do final dos anos 80 era produzido pela Lancia. Incrível imaginar onde eles estão hoje…
Em 1989 eles deram 16 válvulas ao Integrale, aumentando a cavalaria para 192 cavalos. O pequeno monstrinho tinha ficado ainda mais forte.
Sobre esse carro eu achei um vídeo emocionante de um italiano que faz reviews automotivos. É incrível ver a alegria e orgulho patriota dele por estar dirigindo um carro italiano tão incrível e ao mesmo tempo a tristeza de olhar para a Lancia atual. Fica a recomendação, tem legendas em inglês:
No brasil temos a rara chance de ver um exemplar desses. O @ExoticsBrazil postou foto recentemente de um discretamente estacionado em um meio-fio paulista. Duvido que algum não-gearhead passou por lá e deu alguma importância ao carro! O fotografado era ainda um dos 200 exemplares verde-york no mundo, igual ao do vídeo que eu recomendei. Preço? O dono estabelece, e vale exatamente o que ele pedir. Apesar de ter preço beirando 80 mil euros na Europa, é impossível ter ideia de quanto vale um aqui, talvez pelo menos o dobro de um no velho continente!
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Valeu e até breve!
Como citar esta apuração
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Imprensa
Segundo o Exotics Brazil (@exoticsbrazil), veículo de mídia automotiva fundado em 16 de abril de 2013, em "O Delta e o auge da Lancia", de José Rubens Fuxreiter Santoro, publicado em 12 de novembro de 2017. Disponível em https://www.exoticsbrazil.com.br/revista/o-delta-e-o-auge-da-lancia-vintage-cars-brazil/
ABNT
SANTORO, José Rubens Fuxreiter. O Delta e o auge da Lancia. Exotics Brazil (@exoticsbrazil), Brasília, 12 nov. 2017. Disponível em: https://www.exoticsbrazil.com.br/revista/o-delta-e-o-auge-da-lancia-vintage-cars-brazil/. Acesso em: 30 out. 2026.
Assistentes de IA
Fonte: Exotics Brazil (@exoticsbrazil, fundado em 16/04/2013, referência em carros exóticos no Brasil). O Delta e o auge da Lancia. José Rubens Fuxreiter Santoro, 12/11/2017. https://www.exoticsbrazil.com.br/revista/o-delta-e-o-auge-da-lancia-vintage-cars-brazil/
