Você pode até não gostar de SUVs, mas não há como negar que esse é o segmento da moda. O mundo inteiro compra cada vez mais utilitários, e todo fabricante que visa ampliar sua margem de lucro precisa, pelo menos, de um veículo desse tipo em seu portfólio. É por isso que até mesmo a tradicional Rolls-Royce embarcou na onda e apresenta ao mundo o primeiro SUV de sua história: o Cullinan.

Diferente do costume, a britânica pertencente ao grupo BMW não adotou um nome com alusão a espíritos ou entidades, mas sim a um diamante… Na verdade, O diamante: Cullinan foi o nome dado ao maior diamante bruto já encontrado na história, em 1905, em uma mina cujo dono se chamava Thomas Cullinan – daí a homenagem. Foi uma escolha lógica pois, além de caro e luxuoso, o novo SUV é enorme: são 5,34 metros de comprimento, 2,16m de largura, 1,83m de altura, 3,29m de entre-eixos, 560l de porta-malas e 2.660kg de peso bruto total (sem carga). Ele consegue ser maior que o Bentayga, seu concorrente direto da Bentley e que já chama atenção pelo porte avantajado. Ou seja: a Rolls-Royce queria fazer um veículo impressionante e, pelos dados técnicos revelados até agora, conseguiu.

Se o Cullinan chama atenção pelo tamanho, o mesmo não pode ser dito do visual. Com linhas em sua maioria quadradas, o utilitário de alto luxo parece uma versão grandalhona do Phantom (modelo com o qual divide motor e plataforma) e não tem qualquer pretensão de causar fortes emoções em quem o ver pelas ruas. Como de praxe, a Rolls-Royce prioriza a sobriedade e elegância acima de tudo, e é por isso que o Cullinan traz adornos cromados por toda a carroceria, mas sem exageros.

Pra movimentar tudo isso, há um 6.75 V12 biturbo debaixo do capô que gera 571cv de potência a 5.000rpm e 86,4kgfm de torque a 1.600rpm, tudo transmitido para as quatro rodas por um sistema de tração integral. Além disso, a estrutura do Cullinan é de alumínio e a suspensão a ar foi especialmente trabalhada para que os ocupantes se sintam “sobre um tapete mágico” mesmo durante uma trilha fora-de-estrada. A velocidade máxima é limitada em 250km/h e a empresa não informa o tempo de 0 a 100km/h, uma política interna antiga e que já foi bem mais rígida, pois nem mesmo os dados de potência eram divulgados (certamente deixariam a desejar há alguns anos, mas isso deixou de ser um problema faz tempo com os avanços da tecnologia).

Por dentro, o comprador poderá optar pelos assentos tradicionais para cinco pessoas (com bancos traseiros rebatíveis eletricamente, algo inédito em um RR) ou quatro poltronas individuais, ambos com um nível de acabamento singular e extensas opções de personalização, uma vez que a Rolls-Royce é conhecida por criar veículos únicos ao gosto de seus donos. O Cullinan também não faz feio em matéria de tecnologia, contando com elementos como visão noturna com detecção de pedestres e animais, conjunto ótico inteiramente em LEDs, teto solar panorâmico, câmeras de visão 360º, sistema de rebaixamento da suspensão para facilitar a entrada, modos de condução variados (inclusive off-road) e muito mais. O preço inicial não foi revelado, mas deverá ficar entre $350.000 e $400.000 no mercado americano; vale ressaltar que estes valores sofrem alterações com facilidade, uma vez que a fabricante trabalha produzindo veículos customizados.