Não é preciso se aprofundar em pesquisas para perceber que algo de muito errado vem acontecendo no mercado automotivo brasileiro. Há tempos que a grande maioria de nossos carros mais populares não atende as normas internacionais de segurança, isso pra não citar as parcas opções que costumam ser oferecidas em questão de equipamentos, acessórios, acabamentos, cores de carroceria, entre outros. Muitas vezes as gamas de motorização e transmissão também sofrem severas limitações, e por vezes demoramos muito a receber as últimas novidades tecnológicas do setor.

Apesar de tudo isso, está comprovado que o brasileiro é um dos que paga mais caro por carro em todo o planeta. Por quê? Carga tributária obscena, lucros exorbitantes nas vendas, custos altíssimos de produção e logística… Tudo isso, e um fator que deixamos por último mas não menos importante: a passividade do consumidor. O brasileiro em geral ainda não entendeu que é ele quem faz o mercado; é o consumidor quem dita as regras do jogo, seja na política, no mercado ou em qualquer outra área. Não temos carros melhores porque ainda não aprendemos a exigir, lutar por eles; felizmente nunca é tarde para aprender, e essa lição é válida para tudo!

Vivemos dias difíceis em que toda a sujeira que contaminou o país começou a vir à tona, e não há melhor hora para repensar as coisas, o que temos feito de nossas vidas e principalmente com nossa nação. Força Brasil!

 

Por Yuri Ravitz (colunista ExoticsBrazil, repórter CarPoint News e editor-chefe do Volta Rápida. Acompanhe no Instagram / YouTube: @voltarapida / Volta Rapida VR)