Estudos neurológicos comprovam que atrair a atenção de uma criança está diretamente ligado a cores e formas. Estudos similares garantem que uma predileção adquirida na tenra idade pode acompanhar o homem pelo resto da vida.

Não poderia ser diferente com os carros.

Como uma criança escolhe seu carro favorito, então?
Lembro como hoje a primeira vez que folheei o catálogo automotivo com os lançamentos daquele ano. Me arrisco a dizer que o melhor ano de todos. Eram muitas as opções pra um moleque que começava a descobrir e entender.
Logo nas primeiras páginas, uma BMW verde água e sua capota aberta cortava uma linda via costeira; páginas depois o assustador Viper, azul cintilante com grandes listras de corrida ao longo do enorme capô; um Lamborghini de aspecto agressivo e portas abertas para cima num hipnotizante tom de roxo tomava uma página completa; e por fim, a toda poderosa F50, que não contente em ocupar toda a capa, tinha um poster no interior da revista. A criança estava pronta para escolher o seu super herói de 4 rodas. Ou quase.

 

Faltava um. Numa nota, quase que de rodapé, estava um carro pequeno, prata, tímido, assistido por um por do sol que me vem a mente novamente todos os finais de tarde. Suas linhas simpáticas, que mais pareciam as de um fusquinha, diante de tantas máquinas dos sonhos, traziam algo além do que os olhos mostravam.

O que aquele carrinho tinha de tão especial?
Alma. E eu só conseguiria entendê-la anos mais tarde…

Por quê eu o escolhi então?

Não escolhi. Nós não escolhemos. Nós somos escolhidos.

 

@ClubPorsche Brasil