Existe um seleto grupo de uns prováveis 10 carros icônicos que qualquer colecionador sonharia em ter na garagem, não importando a preferência para carros que ele tenha. Essa lista provavelmente inclui um Porsche 356 Speedster, um Corvette C2 Split Window, uma Mercedes Gullwing… e certamente nessa lista está presente o Jaguar E-Type.

Em seu lançamento, no ano de 1961, fez “the one and only” Enzo Ferrari proferir as seguintes e marcantes palavras: “é o carro mais bonito já feito”. Você, leitor do sexo masculino, assim como eu deve conseguir imaginar e sonhar com a seguinte situação: você com aquele emprego que tanto sonhou, completamente estabilizado financeiramente, é convidado a um jantar de gala na casa de um amigo. Você bota seu melhor terno e gravata, sua belíssima esposa um vestido longo e ambos entram em seu Jaguar E-Type Roadster para se dirigir ao evento. Fala sério, seria o momento que você se tocaria que venceu na vida, não?

Casamento de Pippa Middleton, irmã da princesa Kate. Mais inglês que isso impossível!

Durante o final dos anos 50, após o sucesso dos modelos XK120 e XK150 (em breve com matéria na coluna!), a Jaguar começou a pensar em seu sucessor, baseando-se no tricampeão de LeMans (em 55, 56 e 57) Jaguar D-Type. No ano de 1961 foi apresentada a lenda para o mundo. Em sua primeira geração, a motorização vinha em duas formas: um 6 cilindros 3,8 (1961-1963) e um 4.2 (1964-1968) com tripla carburção, ambos derivados do XK150s. Apesar da diferente litragem, ambos produziam a mesma cavalaria, com diferença no torque. Incríveis 265cv empurravam essa máquina a altos 241km/h, com um 0-100 de apenas 7 segundos!!!!! As revistas da época faziam o review desse carro sempre o colocando como o carro mais rápido que eles já dirigiram. Ele poderia ser adquirido nas versões Roadster e Fastback Coupé, ambos com 2 lugares, e também em uma versão 2+2 Coupé que era 23cm mais longa e tinha a sexy caída do teto para a traseira um pouco diferente, por causa da diferença de tamanho.

E-Type Series 1, 1961

Em 1968, durando até 1971, surgiu a “series 2”. Devido às (chatas) regulações americanas, a versão importada para lá teve que ser “piorada”. A tripla carburação virou uma dupla, o que fez a cavalaria cair pra 246cv. As bolhas de vidro no farol também foram removidas e algumas outras mudanças estéticas ocorreram, principalmente de para-choques. A boca frontal também ficou um pouco maior.

E-Type Series 2, 1968

Em 1971 foi apresentada a “series 3”, terceira e última geração dessa lenda, que durou até 1975. Essa série só tinha as opções Roadster e o 2+2 Coupé, deixando de lado o Fastback de 2 lugares. Agora a parte que eu considero mais legal de todas as gerações desse carro: em seus últimos 4 anos, o Jaguar E-Type foi motorizado com um belíssimo V12 de 5.3 litros, agora com 4 carburadores Zenith, que produzia 272cv e fazia o 0-100 em 6 segundos alto. Simplesmente nenhum concorrente direto chegava perto disso. Devido à forma que se media cavalaria na época, pode-se encontrar relatos de que esse motor chegava a produzir 300+ cavalos. Agora ele só teria a versão de carroceria mais longa, e pode ser facilmente identificado pela nova grade quadriculada dentro da “boca” frontal.

E-Type Series 3
Detalhe no incrível escape de 4 bocas

O Renato Bellote fez um vídeo muito interesante andando em um Series 3 2+2 preto em São Paulo. Vale a pena conferir!

Para você poder ter uma ideia de preços, enquanto essa matéria está sendo escrita tem um Series 3 Coupé 1972 sendo vendido no site da gt40.com.br pela bagatela de R$ 290.000,00. Vale sim ou claro?

Valeu e até semana que vem!!!